Aquele sobre… Eu não saber amar programado

É muito comum hoje em dia ver as pessoas colocando o ego acima da felicidade e a parte mais preocupante disso é que muitas delas nem percebem. Elas precisaram se adaptar a viver se programando para tudo, isso pode funcionar muito bem para seus compromissos ou para o seu trabalho, mas a vida vai além disso, ela extrapola os caprichos da racionalidade e quando se percebe isso é que se encontra o caminho para uma vida mais plena.

Acho interessante como algumas pessoas conseguem montar um personagem, pensar em textos programados para falar de sentimento, como se fosse uma receita padrão dessas que você encontra pela internet, falam de sentimento como se conhecessem todas as regras, aliás, como se as regras existissem, mas no fim das contas é compreensível, é mais fácil falar sobre algo, do que viver aquilo, por isso os personagens funcionam tão bem, mas eu não consigo, não sei pensar num texto com regras, planejado, roteirizado, prefiro me sentar e falar de sentimento, acho que dessa forma consigo me conectar melhor com o coração de quem lê.

Você não precisa ir muito longe para ver as pessoas jogando com o amor, esses jogos passam pelos aplicativos de celular e chegam até os encontros, as regras estão espalhadas, você não pode responder na hora, você tem que esperar tantos dias para entrar em contato, você tem regras até para quando você pode beijar, depois de quanto encontros pode transar e tantas outras, são tantas regras que se esquecem da principal, que é ser feliz. Quando você olha para o amor como um jogo, você assume a possibilidade de que em algum momento você pode perder. O amor precisa ser leve, tem vontade de conversar? manda um “oi”, tá com saudade? fala. Manda música, se declara, faça cantadas de pedreiro para darem risada juntos disso depois, você fala com a pessoa o dia inteiro e à noite ela ainda te pergunta: “Como foi o seu dia?” ela quer dividir com você as notícias boas e ruins, ela é o seu primeiro pensamento e você está no primeiro pensamento dela. É natural e ponto, aceite isso.

Eu não me permito olhar para o amor como um jogo, enfim, somos parceiros no amor e não adversários. Eu não sei amar programado, prefiro olhar para o amor como uma composição, não tem competição, no dia a dia, vocês estando juntos ou longes um do outro, é possível trocar notas, acordes e versos, encontrar uma sintonia perfeita e sintonizar os corações em uma frequência só de vocês. Vale lembrar que nós somos os donos de nossas ações e sentimentos, é respirar fundo e tentar entender os sinais que nosso corpo dá, é ali que está toda a verdade que precisamos, que esse seja o seu guia, não se apegue a inseguranças, esqueça os conceitos que foram colocados na sua cabeça, sinta e se entregue e esse sentimento. Não se programe, viva! Não planeje, faça!

É muito comum hoje em dia ver as pessoas colocando o ego acima da felicidade e essas pessoas estão cada vez mais, encontrando alguém para que possam dormir juntos, sonhando com o dia em que encontrarão a pessoa que terá prazer em acordar junto. Deixem pra lá esse papo de que agora não dá, esqueçam os jogos, não se programem para amar. Ao menor sinal de reciprocidade, seja aquela ligação em uma tarde vazia, você vai fazer valer o dia de alguém.

William Morais
Publicitário, quase cineasta e metido a escritor de SP. Aquariano com ascendente em Gêmeos. Romântico crônico e apaixonado por me apaixonar. Entre um café e um seriado nasce um Devaneio que vem direto correndo pra cá.
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